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O substituto
Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios (Romanos 5.6).

Nosso barco se encontrava em meio a um forte temporal. As mulheres e crianças tiveram de ficar nos botes salva-vidas. O último deles estava quase repleto de passageiros. Um tripulante tinha de permanecer a bordo do navio. O sorteado fui eu. Essa sentença de morte foi terrível.

João, um dos marinheiros, sempre me falava de Jesus, e eu sempre zombei dele. De repente, ele veio até mim e me obrigou a subir no bote salva-vidas, dizendo: — Eu estou em paz com Deus; você não deve morrer ainda, pois estaria perdido por toda a eternidade. Adeus, nos encontraremos no céu! Não queria aceitar tal sacrifício, mas fui arrastado até o bote e João ficou no navio.

Foi só o tempo de nos afastarmos um pouco do barco e este afundou. Ao vê-lo, prometi a Deus que meu companheiro não iria morrer em vão. No trajeto até o porto, pensava mais em João que em Deus; mas quando meus amigos quiseram me levar para o bar, neguei falando que João, meu substituto, havia marcado um encontro comigo no céu, por isso não queria ir à lugares onde ele jamais iria. Pouco a pouco já não ligavam mais para mim, de modo que, depois de um tempo, fiquei só. Certo dia, comprei uma Bíblia porque lembrei que João a lia com freqüência.

Após estudá-la, descobri que Jesus havia morrido em meu lugar para me livrar dos meus pecados. Um versículo da primeira epístola de João me chamou a atenção: “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1:7). Pedi a Deus que perdoasse meus pecados pelo sangue de Cristo. Agora posso afirmar com alegria: Cristo morreu por mim e não morreu em vão… nem João tampouco.

Devocional Boa Semente
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